TV Brasil e teleSUR mostram Cabo Verde após campanha histórica

Programa Caminhos da Reportagem vai ao ar nesta segunda-feira (13/07), às 23h, e reúne cenas da Copa, a fala de José Maria Neves e a trajetória dos Tubarões Azuis.

Resumo

A seleção de futebol de Cabo Verde saiu da Copa do Mundo nas oitavas, depois de perder para a Argentina, mas virou assunto mundial e ganhou torcida no Brasil. A história vai ao ar no Caminhos da Reportagem, parceria da TV Brasil com a teleSUR, nesta segunda-feira (13/07), às 23h.

O programa reúne imagens de Praia, capital de Cabo Verde, e mostra o que o país tem em comum com o Brasil. A reportagem da Agência Brasil acompanha a estreia contra a Espanha, a fala de José Maria Neves e a trajetória dos Tubarões Azuis.

Uma seleção pequena, um alcance enorme

A seleção de futebol de Cabo Verde fez história na Copa do Mundo ao se tornar a menor nação a disputar o mata-mata do Mundial. A campanha terminou nas oitavas de final, com eliminação para a Argentina, mas o time saiu da competição com reconhecimento mundial e uma torcida grande no Brasil.

Essa história é o centro do Caminhos da Reportagem, resultado de uma parceria inédita entre TV Brasil e teleSUR. O programa vai ao ar nesta segunda-feira (13/07), às 23h, na TV Brasil.

As equipes chegaram alguns dias antes da estreia à cidade de Praia, capital cabo-verdiana. Estavam lá André Vieira, repórter da teleSUR; Rogerio Verçoza, repórter cinematográfico da TV Brasil; e Alexandre Sousa, auxiliar da TV Brasil. O país já vivia clima de Copa. Nas ruas e nos sorrisos dos torcedores, o futebol aparecia sem esforço.

José Maria Neves, presidente do país, resumiu esse vínculo em uma frase: “A maioria dos cabo-verdianos torce pelo Brasil na Copa do Mundo e, desta vez, temos a nossa própria seleção. Há muito tempo que nós já descobrimos o Brasil e é bom que nesta Copa o Brasil redescubra Cabo Verde”.

Ilhas demais para caber num mapa só

Cabo Verde é um arquipélago africano formado por 10 ilhas e fica a menos de quatro horas de voo direto do Recife até Praia. O país tem cerca de 2 milhões de cabo-verdianos no mundo: 500 mil vivem ali e 1,5 milhão está no exterior. Metade da seleção atual nasceu fora do país.

Mario Semedo, presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol, disse: “Somos dez ilhas, mas nós dizemos que somos onze ilhas, porque a décima primeira ilha é a nossa imigração, a nossa diáspora, que é uma diáspora grande nos Estados Unidos, Portugal, França, Holanda, Luxemburgo”.

A reportagem acompanhou também os jogos contra Uruguai, África do Sul e Argentina. No dia seguinte à estreia contra a Espanha, em que cada defesa de Josimar José Évora Dias, o Vozinha, era celebrada como gol, ele falou sobre as dificuldades no país: “Em Cabo Verde as dificuldades são muitas, as condições são muito poucas, os materiais esportivos são escassos. Eu sempre consegui ajudar, mesmo tirando luvas das minhas ou mesmo comprando.”

Vozinha ganhou milhões de seguidores nas redes sociais e virou um dos destaques do Mundial. A estreia terminou em 0 a 0 contra a Espanha.

O repórter André Vieira viu ainda a chegada dos jogadores em 5 de julho, dia da Independência de Cabo Verde. O país conquistou sua independência em 1975.

O time que ficou na memória

Mayra Andrade questionou se o foco não deveria ir além de Vozinha e alcançar também Bubista — treinador da equipe —, a comissão técnica e os jogadores que não entraram em campo nem por um minuto. Na avaliação dela, esses nomes estiveram até o fim “criando essa corrente” e “alimentando essa correnteza” que marcou a permanência de Cabo Verde na Copa.

A cantora e compositora cabo-verdiana também disse que os Tubarões Azuis deram “uma lição de humildade” e “resiliência” ao mundo.

Zé-Di-Nhana, integrante da primeira seleção do país em 1978, antes de o time ser chamado de Tubarões Azuis, relembra essa trajetória enquanto caminha pela comunidade da Várzea. Ele diz que ali não só nasceu a seleção como também surgiram grandes jogadores. Nas ruas, ele é reconhecido e tratado como o “Pelé de Cabo Verde”.

“Pensávamos que íamos aventurar, mas a aventura tem de ser sem medo. O que nós fizemos foi bom. Porque o Cabo Verde está no Mundial”, disse Zé-Di-Nhana.

A reportagem foi produzida por André Vieira e Cintia Vargas; a reportagem cinematográfica ficou com Rogerio Verçoza; o auxílio técnico foi de Alexandre Souza; a edição de texto coube a Cintia Vargas e Flávia Lima; a edição e finalização de imagem ficaram com André Eustáquio e Marcio Stuckert; e as artes foram assinadas por Aleixo Leite, Caroline Ramos e Wagner Maia.

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