Anvisa diz que soroterapia não tem benefício comprovado

Agência alerta que a prática só faz sentido em casos de deficiência diagnosticada e com orientação profissional.

Resumo

A Anvisa alertou nesta terça-feira que a soroterapia, popularizada nas redes com promessas de energia, imunidade e rejuvenescimento, não tem benefício científico comprovado para pessoas saudáveis. A agência diz que o uso na veia só cabe em deficiências diagnosticadas e sob orientação profissional.

A prática, vendida como aplicação de vitaminas e outras substâncias diretamente na veia, pode causar infecções, reações alérgicas e outros problemas. Fora de situações como desidratação, internação ou dificuldade para se alimentar, não há prova de que ela melhore a saúde ou previna doenças.

Promessa nas redes, risco na veia

Promessas de mais energia, imunidade reforçada, rejuvenescimento e até “detox” ajudaram a espalhar a soroterapia nas redes sociais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que nenhuma evidência científica comprova esses efeitos em pessoas saudáveis.

O procedimento é apresentado como aplicação de vitaminas e outras substâncias diretamente na veia. A agência diz que isso não traz benefícios comprovados para esse uso e pode provocar infecções, reações alérgicas e outros problemas.

Segundo a Anvisa, a administração intravenosa de nutrientes, medicamentos e outras substâncias só deve ser usada para tratar deficiências clinicamente diagnosticadas e com orientação do profissional de saúde competente. Fora disso, não há comprovação científica de que a soroterapia seja segura e eficaz para melhorar a saúde, prevenir doenças ou aumentar o bem-estar.

Quando o soro faz sentido

A própria agência lembra que esse tipo de tratamento existe na medicina e pode ser necessário em situações específicas, como em pessoas desidratadas, internadas ou que não conseguem receber nutrientes pela alimentação. Nesses casos, o uso tem outra finalidade. Fora deles, o alerta é direto: não há base científica para vender a prática como solução para pessoas saudáveis.

O excesso de vitaminas também preocupa. A Anvisa diz que ele pode provocar náuseas, vômitos, dor de cabeça, alterações no fígado, nos rins e outros problemas de saúde. Vitaminas também podem fazer mal quando usadas sem necessidade ou em quantidades muito acima do que o organismo precisa.

O que checar antes de aceitar o procedimento

A Anvisa avalia e regula medicamentos, suplementos alimentares, produtos para saúde e equipamentos. Antes de qualquer oferta desse tipo, a agência verifica requisitos de segurança, eficácia, qualidade e regularização sanitária antes da disponibilização à população.

Ela orienta ainda a checar se os produtos estão regularizados na Anvisa, se o profissional tem habilitação para fazer o procedimento oferecido e se o conselho profissional daquele profissional reconhece a prática. Cabe aos conselhos profissionais estabelecer as regras e orientar sobre procedimentos.

A agência também faz uma distinção entre cosméticos e produtos aplicados por injeção. Cosméticos são produtos de uso externo, aplicados na pele, nos cabelos, nas unhas, nos lábios, nos dentes ou na parte externa da boca. Produtos aplicados por injeção não entram nessa categoria; devem ser tratados como medicamentos ou dispositivos médicos e precisam estar aprovados pela Anvisa para uso.

As informações são da Agência Gov.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *